Combatendo o impacto do câncer na saúde, na economia e na sociedade: Portugal
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Apesar dos avanços, o doença oncológica continua a ser um importante desafio para a saúde pública em Portugal
Copy link to Apesar dos avanços, o doença oncológica continua a ser um importante desafio para a saúde pública em PortugalO cancro é a segunda principal causa de morte em Portugal, onde uma em cada quatro mortes prematuras (28%, antes dos 75 anos) entre 2023 e 2050 ser-lhe-à atribuída. No total, estima-se que ocorrerão 7.500 mortes prematuras por cancro a cada ano, e a esperança média de vida da população será 1,9 anos mais baixa do que se não existisse cancro.
1 em cada 4 mortes prematuras deve-se ao cancro
Infografia1. O cancro representará uma grande carga para os indivíduos, sistema de saúde e a para a sociedade em Portugal
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1. As estimativas são calculadas comparando o cenário de base com um cenário hipotético em que não existe cancro, tendo assim em conta o custo de outras doenças. Uma vez que as pessoas que não desenvolvem cancro vivem mais tempo e desenvolvem outras doenças, esta metodologia pode resultar num aumento global da despesa com saúde em alguns países.
Prevê-se que os custos do cancro aumentem no futuro
Copy link to Prevê-se que os custos do cancro aumentem no futuroPelo menos três fatores irão aumentar a despesa em a saúde por cancro no futuro. Em primeiro lugar, o risco de cancro aumenta com a idade. À medida que a população de Portugal envelhece, tal resultará num aumento de 58% na despesa por cancro per capita,entre 2023 e 2050. Em segundo lugar, os esforços para reduzir a variação entre países nos resultados em saúde de doentes oncológicos aumentam asobrevivência destes doentes mas também resultam em tratamentos mais prolongados e na possibilidade dedesenvolver cancro novamente. Para o mesmo período, estes fenómenos levariam a um aumento de 16% na despesa com cancro. Em terceiro lugar, a despesa total pode também aumentar devido acustos dee tratamento mais elevados com os novos medicamentos e tecnologías..
Gráfico 1. Aumento percentual da despesa com saúde por cancro per capita, crescimento real, em 2050 vs. 2023
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Fonte: Modelo das doenças não transmissíveis SPHeP da OCDE, 2024.
É necessário agir na prevenção e tratamento do cancro para reduzir a sua a carga em saúde, económica e a para sociedade
Copy link to É necessário agir na prevenção e tratamento do cancro para reduzir a sua a carga em saúde, económica e a para sociedadeUm melhor rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro melhoraria a vida dos doentes oncológicos
Copy link to Um melhor rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro melhoraria a vida dos doentes oncológicosUma melhoria do rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro em Portugal que permita equiparar astaxas de sobrevivência àquelas mais elevadas entre os países da OCDE e União Europeia (UE), resultaria…
na prevenção de uma em cada quatro mortes prematuras por cancro,
no aumenta da esperança média de vida da população em 6 meses,
no aumento do número de trabalhadores ativos num equivalente a 1 900 trabalhadores a tempo inteiro,
no aumento as despesas totais com a saúde em 1,3%.
Gráfico 2. O impacto do aumentodas taxas de sobrevivência a cancro na mortalidade prematura em Portugal, em média entre 2023 e 2050
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Fonte: Modelo das doenças não transmissíveisSPHeP da OCDE, 2024.
A adoção de medidas dedicadas aosfatores de risco para doença oncológica resultaría n uma vasta gama de benefícios
Copy link to A adoção de medidas dedicadas aosfatores de risco para doença oncológica resultaría n uma vasta gama de benefíciosA redução dos fatores de risco de forma a alcançar osobjetivos internacionais preveniria 8% de todos os casos de cancro, e evitaria 12% das mortes prematuras por doença oncológica, reduziria a carga económica em despesas com saúde em 13% em Portugal.
Infografia 2. A adoção de medidas dedicadas aosfatores de risco para doença oncológica resultaría n uma vasta gama de benefícios
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A vacinação contra o HPV pode proteger gerações futuras do cancro do colo do útero
Copy link to A vacinação contra o HPV pode proteger gerações futuras do cancro do colo do úteroA otimização da vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) em Portugal, alcançando uma taxa de cobertura que proporcione imunidade de grupo (imunidade suficiente para eliminar todas as infeções por tipos de HPV direcionados), poderia prevenir 89% das mortes prematuras por cancro do colo do útero e reduzir despesas em saúde por o cancro em 19 milhões de euros por ano.
O presente trabalho foi traduzido pela OCDE. As publicações em inglês e/ou francês são as únicas versões oficiais.
Este estudo foi publicado sob a responsabilidade do Secretário-Geral da OCDE. As opiniões expressas e os argumentos utilizados não refletem necessariamente as opiniões oficiais dos países membros da OCDE.
Este documento e qualquer mapa aqui incluído foi elaborado sem prejuízo do status ou soberania de qualquer território, da delimitação de limites e fronteiras internacionais e do nome do território, cidade ou área.
Os dados estatísticos para Israel são fornecidos por e sob a responsabilidade das autoridades israelenses. O uso desses dados pela OCDE é feito sem prejuízo das colinas de Golã, Jerusalém Oriental e assentamentos israelenses na Cisjordânia, nos termos do direito internacional.
Nota de rodapé da Turquia As informações deste documento que mencionam “Chipre” referem-se à parte sul da ilha. Não existe uma única autoridade que represente ao mesmo tempo as populações cipriotas turcas e gregas na ilha. A Turquia reconhece a República Turca de Chipre do Norte (RT CN). Enquanto não houver uma solução duradoura e justa no âmbito das Nações Unidas, a Turquia manterá sua posição no que diz respeito à “questão de Chipre”.
Nota dos Estados membros da União Europeia os quais são membros da OCDE e da União Europeia A República de Chipre é reconhecida por todos os membros das Nações Unidas com exceção da Turquia. As informações constantes deste documento referem-se à área sob controle efetivo do Governo da República de Chipre.
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