Newsroom

A economia brasileira está ganhando força, mas permanecem os desafios a longo prazo, diz OCDE

 

22/10/2013 - O Brasil subiu no ranking das maiores economias emergentes do mundo, ao mesmo tempo que tornou o seu crescimento econômico mais inclusivo. A volta de um crescimento robusto permitirá uma convergência continuada dos padrões de vida brasileiros com os padrões das economias mais desenvolvidas, assegurando que os grupos mais desfavorecidos partilham dos benefícios do futuro crescimento, de acordo com o mais recente Estudo Econômico do Brasil elaborado pela OCDE.

 

O relatório, apresentado hoje em Brasília aponta áreas nas quais o Brasil pode consolidar os progressos alcançados e desenhar o caminho para um crescimento robusto nos anos vindouros.

 

"O Brasil está colhendo os benefícios de anos de reformas que possibilitaram mais prosperidade econômica e uma distribuição mais justa dos benefícios do crescimento. O Secretário-Geral da OCDE Angel Gurría disse: “Crescimento e políticas sensatas permitiram que 40 milhões de pessoas se juntassem à classe média na última década. Hoje, o desafio é criar as condições que vão permitir novas melhorias nos padrões de vida e reduções sustentadas das desigualdades de renda num ambiente macroeconômico sólido." (Ler o discurso em Português)

 

O sucesso do Brasil foi construído sobre arcabouços sólidos de políticas fiscal e monetária. Para consolidar estas conquistas, a OCDE recomenda que é importante que o Brasil tire proveito de sua reputação arduamente construída gerindo as finanças públicas de forma clara, previsível e transparente. O Brasil também deverá continuar a apertar a política monetária, como necessário para trazer a inflação de volta à meta de 4,5%.

 

O aumento da produtividade e da competitividade das empresas brasileiras vai aumentar o tamanho do bolo econômico, diz o Estudo. Para conseguir isso, o Brasil deve avançar nas tão necessárias reformas estruturais, procurando especialmente melhorar a infraestrutura e o ambiente de negócios, simplificar um sistema tributário oneroso e abrir oportunidades de comércio e investimento de forma a livelar o plano regulatório de atuação. O país deve dar continuidade aos esforços de consolidar uma gama diversa de impostos indiretos em um único imposto sobre valor agregado, reduzir a proteção tarifária e eliminar os requisitos de conteúdo local e os apoios a setores específicos.

 

Para garantir que os frutos do crescimento serão compartilhados por todos, a OCDE afirma que Brasil deve continuar a colocar a educação e o desenvolvimento de competências à frente e no centro da luta contra a desigualdade e a pobreza. A expansão da instrução da primeira infância, a melhoria da qualidade do ensino, a redução da evasão escolar e a expansão do ensino técnico, tudo isso pode ajudar e muito a melhorar a qualidade do sistema de educação.  

 

As políticas sociais também desempenharam um papel chave na redução da pobreza e na redução das disparidades de renda, e o Brasil deve concentrar recursos nos programas que se mostraram mais eficazes na melhoria das condições de vida das pessoas pobres, incluindo os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. A melhoria do acesso e da qualidade dos serviços públicos, como cuidados de saúde e transporte urbano, também produzirá benefícios generalizados.

 

O Estudo reconhece o progresso substancial alcançado pelo Brasil no uso dos recursos naturais de modo mais sustentável. Embora o desmatamento tenha diminuído, grandes áreas de floresta ainda estão sendo destruídas. O cumprimento rigoroso do novo código florestal será fundamental para o sucesso ainda maior nesta área.

 

O uso substancial de fontes de energia renováveis no Brasil - especialmente a energia hidrelétrica e o etanol – ajudaram a reduzir as emissões de carbono. Para alcançar mais progressos nesta área, os preços domésticos do petróleo têm de ser definidos de forma a que não prejudiquem o uso de fontes de energia renováveis e ao mesmo tempo que sejam consistentes com maiores reduções nas emissões.

 

Mais informações sobre o Estudo Econômico do Brasil, da OCDE, estão disponíveis. 

Os jornalistas que desejarem obter mais informações deverão contatar a Divisão de Mídia da OCDE: news.contact@oecd.org, +33 1 45 24 97 00.

 

 

 

Also Available

Countries list

  • Afghanistan
  • Albania
  • Algeria
  • Andorra
  • Angola
  • Anguilla
  • Antigua and Barbuda
  • Argentina
  • Armenia
  • Aruba
  • Australia
  • Austria
  • Azerbaijan
  • Bahamas
  • Bahrain
  • Bangladesh
  • Barbados
  • Belarus
  • Belgium
  • Belize
  • Benin
  • Bermuda
  • Bhutan
  • Bolivia
  • Bosnia and Herzegovina
  • Botswana
  • Brazil
  • Brunei Darussalam
  • Bulgaria
  • Burkina Faso
  • Burundi
  • Cambodia
  • Cameroon
  • Canada
  • Cape Verde
  • Cayman Islands
  • Central African Republic
  • Chad
  • Chile
  • China (People’s Republic of)
  • Chinese Taipei
  • Colombia
  • Comoros
  • Congo
  • Cook Islands
  • Costa Rica
  • Croatia
  • Cuba
  • Cyprus
  • Czech Republic
  • Côte d'Ivoire
  • Democratic People's Republic of Korea
  • Democratic Republic of the Congo
  • Denmark
  • Djibouti
  • Dominica
  • Dominican Republic
  • Ecuador
  • Egypt
  • El Salvador
  • Equatorial Guinea
  • Eritrea
  • Estonia
  • Ethiopia
  • European Union
  • Faeroe Islands
  • Fiji
  • Finland
  • Former Yugoslav Republic of Macedonia (FYROM)
  • France
  • French Guiana
  • Gabon
  • Gambia
  • Georgia
  • Germany
  • Ghana
  • Gibraltar
  • Greece
  • Greenland
  • Grenada
  • Guatemala
  • Guernsey
  • Guinea
  • Guinea-Bissau
  • Guyana
  • Haiti
  • Honduras
  • Hong Kong, China
  • Hungary
  • Iceland
  • India
  • Indonesia
  • Iraq
  • Ireland
  • Islamic Republic of Iran
  • Isle of Man
  • Israel
  • Italy
  • Jamaica
  • Japan
  • Jersey
  • Jordan
  • Kazakhstan
  • Kenya
  • Kiribati
  • Korea
  • Kuwait
  • Kyrgyzstan
  • Lao People's Democratic Republic
  • Latvia
  • Lebanon
  • Lesotho
  • Liberia
  • Libya
  • Liechtenstein
  • Lithuania
  • Luxembourg
  • Macao (China)
  • Madagascar
  • Malawi
  • Malaysia
  • Maldives
  • Mali
  • Malta
  • Marshall Islands
  • Mauritania
  • Mauritius
  • Mayotte
  • Mexico
  • Micronesia (Federated States of)
  • Moldova
  • Monaco
  • Mongolia
  • Montenegro
  • Montserrat
  • Morocco
  • Mozambique
  • Myanmar
  • Namibia
  • Nauru
  • Nepal
  • Netherlands
  • Netherlands Antilles
  • New Zealand
  • Nicaragua
  • Niger
  • Nigeria
  • Niue
  • Norway
  • Oman
  • Pakistan
  • Palau
  • Palestinian Administered Areas
  • Panama
  • Papua New Guinea
  • Paraguay
  • Peru
  • Philippines
  • Poland
  • Portugal
  • Puerto Rico
  • Qatar
  • Romania
  • Russian Federation
  • Rwanda
  • Saint Helena
  • Saint Kitts and Nevis
  • Saint Lucia
  • Saint Vincent and the Grenadines
  • Samoa
  • San Marino
  • Sao Tome and Principe
  • Saudi Arabia
  • Senegal
  • Serbia
  • Serbia and Montenegro (pre-June 2006)
  • Seychelles
  • Sierra Leone
  • Singapore
  • Slovak Republic
  • Slovenia
  • Solomon Islands
  • Somalia
  • South Africa
  • South Sudan
  • Spain
  • Sri Lanka
  • Sudan
  • Suriname
  • Swaziland
  • Sweden
  • Switzerland
  • Syrian Arab Republic
  • Tajikistan
  • Tanzania
  • Thailand
  • Timor-Leste
  • Togo
  • Tokelau
  • Tonga
  • Trinidad and Tobago
  • Tunisia
  • Turkey
  • Turkmenistan
  • Turks and Caicos Islands
  • Tuvalu
  • Uganda
  • Ukraine
  • United Arab Emirates
  • United Kingdom
  • United States
  • United States Virgin Islands
  • Uruguay
  • Uzbekistan
  • Vanuatu
  • Venezuela
  • Vietnam
  • Virgin Islands (UK)
  • Wallis and Futuna Islands
  • Western Sahara
  • Yemen
  • Zambia
  • Zimbabwe
  • Topics list