Economie

São necessárais novas políticas para as PME a fim de impulsionar o crescimento da América Latina, de acordo com a OCDE e a CEPALC

 

16/11/2012 - Depois de quase uma década de crescimento contínuo, o PIB na América Latina vai desacelerar de 4,4% em 2011, para 3,2% em 2012 e 4,0% em 2013. A perspetiva permanece relativamente positiva, mas está exposta à volatilidade e incerteza global. Os governos latino-americanos devem continuar a agir de modo a reforçar o crescimento e o desenvolvimento e a combater esses riscos, de acordo com as Perspetivas Económicas na América Latina 2013, produzidas conjuntamente pelo Centro de Desenvolvimento da OCDE e pela CEPALC.

 

"Este é o momento para a América Latina avançar com as mudanças estruturais, de modo a consolidar as reformas entretanto implementadas e conseguir novos progressos na redução das desigualdades e fortalecimento do crescimento económico. O contexto global exige mudanças estruturais para aumentar a produtividade na região.", disse o Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, no lançamento do relatório, na XXII Cimeira Ibero-americana, em Espanha. "As PME na América Latina têm potencial para atuar como catalisadores e ajudar a região a aumentar a produtividade. É necessária uma maior coordenação para ajudar as PME a ultrapassar obstáculos em termos de acesso ao financiamento de capital humano e inovação."

As pequenas e médias empresas (PME) devem desempenhar um papel central na concretização do crescimento potencial da América Latina e na criação de empregos de melhor qualidade. Elas representam uma maioria esmagadora das empresas privadas da região: as PME representam 99% das empresas e empregam 67% dos trabalhadores. No entanto, a sua contribuição para o PIB e para a produtividade geral é baixa: enquanto as grandes empresas na América Latina têm níveis de produtividade seis vezes mais elevados do que os registados nas PME, esta diferença é de apenas 2.4 em países da OCDE. Um problema comum das PME não é tanto o seu tamanho, mas o seu isolamento na estrutura produtiva, o que as torna incapazes de aumentar a produção e de se especializarem.

 

"O progresso social não se limita às políticas sociais. A heterogeneidade estrutural e as persistentes lacunas de produtividade, entre e nos setores e empresas, constituem o núcleo duro que está na origem dos níveis de desigualdade existentes na sociedade, agravando as desigualdades de competências e de oportunidades", destacou Alicia Bárcena Ibarra, Secretária Executiva da CEPALC. "As políticas públicas e os governos, em particular, têm um papel importante a desempenhar na definição e condução de novas abordagens holísticas para o desenvolvimento onde a política industrial e as PME estão no centro da agenda do desenvolvimento".

 

 

Novas políticas nas áreas de inovação, finanças e tecnologias de informação e comunicação são necessárias, bem como aumentar a formação dos trabalhadores e reduzir a inadequação de competências às necessidades do mercado de trabalho.

 

O acesso ao financiamento é um dos principais obstáculos enfrentados pelas PME: apenas 12% do total do crédito na região é canalizado para essas empresas, que compara com 25% nos países da OCDE. Enquanto isso, 34% das pequenas empresas na América Latina afirmam que o acesso ao financiamento é um entrave sério. Às PME são frequentemente cobradas, pelos bancos comerciais, taxas de juros muito mais altas do que as que são exigidas às grandes empresas, chegando a atingir, em vários países, o dobro.

 

O fornecimento crescente de serviços financeiros por bancos de desenvolvimento está a fazer progressos no setor, de que são exemplo o programa Inovar, da agência de Financiamento de Estudos e Projetos (FINEP), no Brasil, o Programa para Empreendedores, da Nacional Financeira (NAFIN), no México e o Business Angels Network, da Corporação de Fomento da Produção (CORFO), no Chile. Mas tais programas precisam ser desenvolvidos e ampliados.

 

A utilização mais intensiva das TIC também irá ajudar as PME a tornar-se mais competitivas, a entrar nos mercados internacionais a custos menores e a melhorar a sua gestão. Além de telefones fixos e móveis, ainda existem lacunas significativas entre as PME e as grandes empresas no uso de tecnologias mais avançadas, tais como ter um site, uma intranet ou acesso à banda larga.

 

O acesso limitado a mão-de-obra qualificada é outro dos grandes problemas que enfrentam as PME. De fato, 37% das empresas da região, um valor superior ao da média global e da média de outras regiões em desenvolvimento, afirmam que encontrar trabalhadores com a formação adequada é um de seus principais obstáculos. Os países latino-americanos beneficiariam da criação ou reforço de uma estrutura institucional e de incentivos para as PME com o objetivo de promover a formação dos seus trabalhadores.

 

PARA MAIS INFORMAÇÕES, CONTATAR:

OECD Development Centre, Anna Pietikainen anna.pietikainen@oecd.org, +33 (0)6 11 77 18 85

CEPALC, CEPALC Public Information and Web Services Section, prensa@cepal.org, +(56 2) 210 2040

 

 

NOTAS AOS EDITORES

 

As Perspetivas Económicas na América Latina

Publicadas pelo sexto ano consecutivo, as Perspetivas Económicas na América Latina 2013 disponibilizam uma análise macroeconómica das tendências na região com enfoque nas políticas das PME para a mudança estrutural. O conteúdo do relatório estará disponível online em 16 de novembro de 2012 em www.latameconomy.org e www.cepal.org. Apresentam-se agradecimentos especiais aos Ministérios das Finanças e das Relações Exteriores e à Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação, pelo apoio financeiro às Perspetivas Económicas na América Latina 2013.

 

O Centro de Desenvolvimento da OCDE
O Centro de Desenvolvimento ( www.oecd.org/dev ) ajuda os decisores políticos da OCDE e países parceiros a encontrar soluções inovadoras para os desafios globais do desenvolvimento e redução da pobreza. É uma instituição única no âmbito da OCDE e da comunidade internacional, em que os governos dos países-membros da OCDE e países emergentes e em desenvolvimento, empresas e organizações da sociedade civil discutem informalmente questões de interesse comum.

 

A Comissão Económica para a América Latina e o Caribe (CEPALC)

A CEPALC (www.cepal.org) é uma das cinco comissões regionais das Nações Unidas. Sediada em Santiago, no Chile, a CEPALC contribui para o desenvolvimento económico e social da América Latina e do Caribe através da cooperação e integração regional e sub-regional, a Organização reúne, organiza, interpreta e divulga informações e dados relativos ao desenvolvimento económico e social da região e presta serviços de consultoria aos governos, a seu pedido.

 

 

 

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