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Instantaneo Economico de Portugal

18 Feb 2019: As condições económicas em Portugal melhoraram significativamente nos últimos anos. O PIB voltou aos níveis anteriores à crise e a taxa de desemprego caiu 10 pontos percentuais desde 2013, situando-se agora abaixo dos 7 %, uma das maiores descidas registadas nos países da OCDE ao longo da última década.

Não obstante, a crise deixou as suas marcas, que se refletem na ainda elevada taxa de pobreza da população em idade ativa e na perceção de bem-estar subjetivo, inferior aos níveis antes da crise.

São necessárias melhorias adicionais nas finanças públicas e no sistema financeiro. O rácio da dívida pública tem vindo a diminuir, mas o elevado peso da dívida continua a limitar a capacidade do Estado para fazer face a futuros choques económicos.

As vulnerabilidades que subsistem no setor financeiro também afetam a resiliência da economia. O stock de empréstimos non-performing (NPL) tem vindo a diminuir de forma consistente. Não obstante, o rácio de NPL face ao total do crédito concedido continua a ser um dos mais elevados da OCDE.

As exportações em percentagem do PIB e os níveis de investimento direto estrangeiro são ainda inferiores aos de outras economias europeias de dimensão comparável (Figura D), embora se situem acima da média da área do euro.

A ineficiência do sistema judicial diminui a produtividade no setor empresarial . As reformas recentes reduziram o tempo necessário para a resolução dos processos no sistema judicial, que, todavia,continua a ser longo (Figura E). Atualmente, as ineficiências do sistema judicial prendem-se com dificuldades na gestão eficaz do volume de processos.

As emissões de gases com efeito de estufa por unidade de PIB são inferiores à média da OCDE.Para além de um aumento dos impostos sobre alguns tipos de energia, como o carvão e o gás natural, devem ser encorajadas novas soluções de transporte partilhado, acompanhadas de uma supervisão e regulamentação adequadas.

18 Feb 2019: As condições económicas em Portugal melhoraram significativamente nos últimos anos. O PIB voltou aos níveis anteriores à crise e a taxa de desemprego caiu 10 pontos percentuais desde 2013, situando-se agora abaixo dos 7 %, uma das maiores descidas registadas nos países da OCDE ao longo da última década.

Não obstante, a crise deixou as suas marcas, que se refletem na ainda elevada taxa de pobreza da população em idade ativa e na perceção de bem-estar subjetivo, inferior aos níveis antes da crise.

São necessárias melhorias adicionais nas finanças públicas e no sistema financeiro. O rácio da dívida pública tem vindo a diminuir, mas o elevado peso da dívida continua a limitar a capacidade do Estado para fazer face a futuros choques económicos.

As vulnerabilidades que subsistem no setor financeiro também afetam a resiliência da economia. O stock de empréstimos non-performing (NPL) tem vindo a diminuir de forma consistente. Não obstante, o rácio de NPL face ao total do crédito concedido continua a ser um dos mais elevados da OCDE.

As exportações em percentagem do PIB e os níveis de investimento direto estrangeiro são ainda inferiores aos de outras economias europeias de dimensão comparável (Figura D), embora se situem acima da média da área do euro.

A ineficiência do sistema judicial diminui a produtividade no setor empresarial . As reformas recentes reduziram o tempo necessário para a resolução dos processos no sistema judicial, que, todavia,continua a ser longo (Figura E). Atualmente, as ineficiências do sistema judicial prendem-se com dificuldades na gestão eficaz do volume de processos.

As emissões de gases com efeito de estufa por unidade de PIB são inferiores à média da OCDE.Para além de um aumento dos impostos sobre alguns tipos de energia, como o carvão e o gás natural, devem ser encorajadas novas soluções de transporte partilhado, acompanhadas de uma supervisão e regulamentação adequadas.