A realização de reformas é fundamental para que o Brasil possa consolidar os seus recentes sucessos, diz a OCDE

 

26/10/2011 - A economia brasileira tem recuperado rapidamente da crise econômica global, mas reformas mais amplas são necessárias para estimular o crescimento no longo prazo, dinamizar os investimentos e reduzir ainda mais a pobreza, segundo o mais recente estudo económico realizado pela OCDE sobre o Brasil .

“Políticas sólidas têm ajudado o Brasil a enfrentar a crise financeira global, mas o que é ainda mais notável é o progresso sem precedentes realizado em matéria de metas sociais, incluindo a redução da pobreza e das desigualdades", disse o Sr.Angel Gurría, Secretário Geral da OCDE . “Acreditamos que o Brasil poderá alcançar, a médio prazo, um crescimento mais elevado e com inclusão ainda mais abrangente, sob a condição de que os decisores políticos enfrentem os mais importantes desafios económicos, criando uma dinâmica propícia a reformas mais amplas."

O relatório prevê que o crescimento do PIB ficará abaixo de 4 por cento no decurso dos próximos dois anos, um índice inferior às taxas crescimento potencial de 4,5 por cento ao ano, mas bem acima da media dos países da OCDE.

Refrear a inflação, situada atualmente acima da parte superior do intervalo de 2,5 a 6,5% fixado pelo Brasil, sem exercer tensões inflacionistas nas taxas cambiais é o desafio macroeconómico mais imediato. A implementação de várias medidas políticas com vista a amenizar a volatilidade das taxas cambiais – incluindo as que temporariamente restringem entradas de capitais de curto prazo – são compreensíveis, dadas as incertezas que enfrenta a economia global, mas o Brasil deve confiar de maneira mais significativa na consolidação fiscal, diz o relatório.

Os cortes em gastos anunciados no início do ano, combinados com a fixação de objetivos de excedentes orçamentários para os próximos três anos, são bem-vindos e o Governo deve continuar neste rumo, disse a OCDE. O programa de transferência de renda Bolsa Família tem obtido pleno êxito no combate à pobreza infantil, devendo ser mantido e até mesmo ampliado.

O Estudo focaliza a apreciação constante do Real nos últimos anos, o que tem acarretado preocupação relativamente à competitividade no longo prazo. O relatório indica que parte da valorização da moeda tem sido estrutural, e desaconselha esforços com vista a compensar o aumento.

Quanto às perspectivas, o Estudo salienta a importância de impulsionar os índices de investimentos, que são baixos, pelas comparações internacionais. A reforma do sistema de aposentadoria e o aprofundamento dos mercados financeiros de longo prazo ajudarão a dinamizar o investimento, da mesma forma que a redução da carga fiscal e políticas voltadas para o alcance de taxas de juros mais baixas.

O Brasil deve dar prioridade aos gastos com infraestrutura, que são fundamentais para o crescimento no longo prazo e a inclusão social, resguardando-os dos cortes governamentais de gastos, assinalou o relatório.

Mais informações referentes ao Estudo Econômico da OCDE sobre o Brasil estão disponíveis em: www.oecd.org/eco/surveys/brazil.

Os jornalistas que desejarem obter mais informações devem contatar a Divisão dos Meios de Comunicação da OCDE: news.contact@oecd.org, +33 1 45 24 97 00.

 

 

 

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